domingo, 14 de junho de 2009


A Menina que Roubava Livros

Mais uma vez estou escrevendo sobre um livro que certamente eu indicaria a alguém. Antes porém quero confessar uma coisa: eu tinha pavor de livros vendidos em supermercado, aqueles que são a última novidade do momento, e com esse foi a mesma coisa, antipatia a primeira vista, ou seja, preconceito puro. Mas aí ele por acaso veio parar e minhas mãos, e porque não ler? Depois disso, descobri que muitos livros de supermercado são ótimos (claro que tem uns que são pura baboseira), mas vamos ao livro.

O que você faria se a morte lhe contasse uma história? Com certeza faria o que o autor sugere, senta e para pra ler.
A menina que roubava livros, claro, fala sobre a pequena Liesel, uma garota alemã vivendo durante a Segunda Guerra Mundial, e de todas as vezes que ela encontrou-se com a morte. A primeira, logo no início da narrativa, a morte do seu irmãozinho e logo depois ela passa a morar com uma família adotiva.
A narrativa se desenvolve de maneira clara e não linear. O narrador (a morte) conta com detalhes os acontecimentos, dando dicas do que está por vir.
A surpresa do livro está no pano de fundo. Por trás da vida de Liesel está uma Alemanha nazista, silenciada pelo medo e a ameaça de uma guerra. Uma Alemanha dominada por Hitler e suas idéias distorcidas, onde percebe-se o poder da palavra, seja ela escrita ou falada.

Detalhe válido para as comparações dos personagens que Liesel faz: corpo de fogão, olhos de prata, cabelos de penas e para as ilustrações e trechos de livros secundários, fictícios, roubados e lidos pela menina, especialmente "A sacudidora de palavras".




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